Arquivo mensal: julho 2015

Relação mente e corpo

Quando analisamos o ser humano em um todo podemos compreender que praticamente tudo o que afeta o corpo físico vai afetar também a mente e vice-versa;  quando alguém está triste todo seu organismo estará fraco, ou seja, falta energia para se fortalecer. A base para se ter uma vida saudável nada mais é que a harmonia entre energia, mente e corpo.

Sem título

Os exercícios físicos realizados como uma “terapia corporal”  ajudam a restabelecer este equilíbrio entre corpo/mente/energia, trabalhando com os estados emocionais e energéticos do corpo.

A mente e o corpo de uma pessoa funcionam como sistemas complementares para expandir os sentimentos de bem estar e prazer de cada um. Ou seja, quando algo acontece de diferente no corpo, a mente determina seu significado, o traz para a realidade e cuidar de definir como vai ser sua liberação para o mundo.

“Temos um corpo ou somos um corpo”? É muito importante lembrarmos que o corpo não é um objeto, ele está sempre se transformando e a consciência que temos dele é alcançada quando o conhecemos. Só podemos conhecer o corpo quando temos consciência corporal. Esse conhecer é tanto psicológico, biológico, social ou cultural.

Em toda campanha de publicidade, seja ela qual for, somos bombardeados com imagens de modelos com corpos bonitos, e ter um “corpo perfeito” transformou-se num fator de aceitação social, e por consequência numa necessidade. Surgirá sempre uma comparação entre o que vemos, o que somos e o que gostaríamos de ser, seguida de decepções. Estas comparações levam a uma baixa auto estima e uma imagem corporal negativa, partindo daí as pessoas passam a levar uma vida muito menos saudável, pois o equilíbrio entre o físico e a mente é necessário para obter o bem-estar geral.

Essa ligação com a natureza tropical e corpos a mostra, faz com que todos procurem cada vez mais a perfeição, o culto ao narcisismo. Esse apego com o exterior, o corpo, o belo, faz com que cada um se distancie aos poucos do seu interior, atrapalhando diretamente a ligação entre o corpo e a mente. Pois o indivíduo deixa de ser ele mesmo e passa a ser um esteriótipo.

Em resumo, aceitar-se e trabalhar ser o que realmente se é um ótimo caminho para ter uma boa relação entre sua mente e seu corpo!

Como fazer isto? É um assunto para os próximos posts… 😉

De olho no glúteo médio

Olá, pessoal!

O post de hoje é voltado principalmente para os corredores de plantão, uma tentativa de alerta e até mesmo correção. O que mais vejo são corredores fortalecendo os quadríceps (músculos das coxas) e gastrocnêmios (músculos das panturrilhas) para melhorar a performance e resistência da musculatura durante as corridas, mas acabam esquecendo do principal estabilizador da pelve, o glúteo médio.

O glúteo médio fica na superfície externa do ílio (parte lateral a pelve), e tem como ação abdução (“abrir” a perna) e rotação medial da perna (virar a pontinha do pé para dentro).

Glúteo médio 2

O músculo glúteo médio quando se caminha e corre, como já dito anteriormente, é o de estabilizar a pelve durante a fase de balanço (quando um pé é tirado do chão para avanço da perna). Quando o glúteo médio está fraco é como se o quadril “caísse” para um lado no momento em que a perna é retirada do apoio do chão. Essa fraqueza pode acarretar vários problemas biomecânicos nas estruturas articulares.

Na figura A, que está abaixo, a pelve está neutra e os músculos glúteos médios estão fortalecidos, agora olhe para a figura B e observe como fica a marcha de uma pessoa com fraqueza de glúteos médios. Agora imagine as articulações dos joelhos, quadril e coluna quando os músculos responsáveis pela estabilização durante a marcha não estão trabalhando adequadamente. Agora pense nisto reproduzido milhares de vezes durante os treinos de corrida…

Glúteo médio

Abaixo está um vídeo que publiquei no Instagram com dois exercícios para fortalecer os glúteos médios:

Ambos os exercícios são feitos de lado e o corpo fica apoiado no antebraço (cotovelo-punho) esquerdo e lateral do pé esquerdo.

No primeiro é feita uma prancha lateral, onde o corpo fica o tempo todo apoiado do antebraço e lateral do pé esquerdo, a ação se dá por abdução (abrir) da perna e do braço direito.

No segundo exercício o corpo fica inicialmente com sua lateral esquerda toda apoiada no chão, antebraço esquerdo apoiado, mão direita apoiada e perna direita com o joelho dobrado. A ação se dá por levantamento do quadril e retirada também do apoio do joelho esquerdo do chão, em seguida abdução da perna direita, que continua dobrada.